Seja bem vindo!

Este Blog foi criado com o intuito de trazer ao público interessado conhecimentos básicos sobre a atuação da Apometria no plano Espiritual! Devido à minha natureza mediúnica, se fez necessário expandir os meus conhecimentos nas áreas de Psicologia, Hipnose e da Espiritualidade! A jornada é longa, pois há muito o que aprender; sendo assim irei compartilhar com o público todo o material que for adquirido, sempre citando as fontes e autores!
Agradeço ao Plano Espiritual por esta oportunidade.

Renê Briani
r.briani@hotmail.com


sábado, 27 de outubro de 2012

O PROBLEMA DA MISTIFICAÇÃO


Pergunta: - Todos os médiuns podem ser mistificados?


Ramatís: - A mistificação mediúnica ainda é problema que requer minucioso estudo e análise isentos de qualquer premeditação pessoal, porquanto nela intervém inúmeros fatores desconhecidos aos próprios médiuns que são vítimas desse fenômeno.A Terra ainda é um planeta em fase de ajuste geológico e de consolidação física; a sua instabilidade material é profundamente correlata à própria instabilidade espiritual de sua humanidade. Em conseqüência, ainda não podeis exigir o êxito absoluto no intercâmbio mediúnico entre os “vivos” e os “mortos”, pois que depende muitíssimo do melhor entendimento evangélico que se puder manter nessas relações espirituais. Só os médiuns absolutamente credenciados no serviço do Bem, e assim garantidos pela sua sintonia à faixa vibratória espiritual de Jesus, é que realmente poderão superar qualquer tentativa de mistificação partida do Além-Túmulo. Na verdade, os agentes das sombras não conseguem interferir entre aqueles que não se descuidam de sua conduta espiritual e se ligam às tarefas de socorro e libertação dos seus irmãos encarnados.

Pergunta: - A mistificação que pode dar-se com o médium significa porventura descuido ou indiferença dos seus guias espirituais?


Ramatís: - Ela é fruto de circunstâncias naturais criadas pelo medianeiro, ou do descuido daqueles que ainda imaginam a sessão espírita como um espetáculo para impressionar o público.O Espírito mistificador sempre aproveita o estado de alma, a ingenuidade ou a vaidade do médium para então mistificar. No entanto, podemos vos assegurar que a mistificação não acontece à revelia dos mentores do médium, embora eles não possam ou não devam intervir, tudo fazendo para que os seus intérpretes redobrem a vigilância e acuidade psíquica, a fim de se fortalecerem para o futuro. Na verdade, a maioria das mistificações deve-se mais ao amor próprio exagerado, à preguiça mental, e também ao excesso de confiança dos médiuns no intercâmbio tão complexo e manhoso com o plano invisível, em que se abandonam displicentemente à prática de sua faculdade mediúnica.

Pergunta: - Baseando-nos em vossas palavras, pressupomos que a maioria dos médiuns pode ser mistificada; não é assim? Alguns confrades espíritas explicam-nos que a mistificação, em certos casos, tem por objetivo principal extinguir a vaidade do próprio médium. Há fundamento em tal afirmação?


Ramatís: - Os mentores de alta estirpe espiritual nunca promovem qualquer acontecimento deliberado de mistificação mediúnica; e não o fariam mesmo que pudesse servir de advertência educativa para o médium vaidoso. O próprio médium é que oferece ensejo para a perturbação ou a presença indesejável no seu trabalho. Algumas vezes a base da mistificação é cármica, e por isso o médium não consegue livrar-se dos adversários pregressos, que o importunam a todo momento, procurando mistificá-lo de qualquer modo e dificultar-lhe a recuperação espiritual na tarefa árdua da mediunidade. Não cremos que a vaidade dos médiuns desapareça só porque sejam vítimas da mistificação corretiva. Em geral, quando eles comprovam que foram iludidos pelos desencarnados, sentem-se profundamente feridos no seu amor-próprio e então se revoltam contra a sua própria faculdade mediúnica.

por Ramatis

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Hierarquia dos Guardiões


Podemos dividir o trabalho dos guardiões em comandos — começou a falar o especialista. — À semelhança do que ocorre com um grande contingente de indivíduos responsável pela manutenção
da segurança, cada grupo abarca um aspecto particular. De uma forma didática, apenas para facilitar o entendimento de vocês, apresento um quadro condensado ou simplificado dessa estrutura.
"Primeiramente, no sétimo nível, o mais elementar, temos os guardiões cuja incumbência é a guarda e a segurança de caráter pessoal. Sua atividade é voltada para o equilíbrio das energias e para a defesa de indivíduos, e por isso são erroneamente confundidos com os chamados anjos de guarda pessoais.
Diríamos que são os recrutas do plano astral, pois, em sua maioria, são espíritos recentemente advindos da realidade física, que encontram nessa tarefa uma ocupação que é útil e, ao mesmo tempo, oferece vasta possibilidade de desenvolvimento das aptidões do lado de cá. Naturalmente, estão sob a orientação de outros mais experientes."

Tomando a palavra, um dos espíritos presentes se pronunciou:
Nessa classe de guardiões, podemos identificar aqueles que, na Terra, integraram as corporações militares?

Também estes, mas não só — respondeu Jamar. — Há espíritos familiares, parentes ou amigos que, mesmo sem experiência na área militar, são capazes de inspirar a manutenção do equilíbrio ou de abraçar um compromisso com vistas à defesa das pessoas que lhes são caras. É válido lembrar que cada indivíduo tem a companhia espiritual compatível com o alcance e a importância da tarefa que desempenha, segundo a perspectiva dos imortais. Contraria a lógica mais elementar pensar que quem tem uma dose acentuada de responsabilidade, cujo trabalho é de importância vital e gera grandes repercussões, possa ser assessorado apenas por um espírito amigo ou familiar. Existem casos em que a pessoa tem em suas mãos uma obra de extrema relevância, o que evidentemente determina a necessidade da presença de guardiões mais especializados ao seu lado.

Prosseguindo nas explicações a respeito dos guardiões, Jamar cedeu a palavra a Pai João:

— Pois bem, meus filhos — iniciou o pai-velho, revezando-se com Jamar. — A seguir, adiante dessa classe de seres que se envolve com casos particulares e individuais, encontraremos, na sexta posição da hierarquia astral, aqueles guardiões responsáveis por ruas, bairros e casas. Estes sim, são espíritos que, quando encarnados, em sua esmagadora maioria, tiveram algum tipo de vivência como militares, policiais, detetives ou seguranças. Em regra, o espírito é aproveitado do lado de cá de acordo com as tendências que possui, aliadas à bagagem que traz e com a qual se afinizou durante o período reencarnatório.
Esses guardiões ou agentes da segurança astral cotidianamente evitam o assédio de inteligências perversas e desequilibradas ao ambiente das casas religiosas ou das instituições assistenciais e políticas com fins humanitários. Sob o ponto de vista umbandista, e levando-se em conta o vocabulário utilizado nos terreiros, estes são os que melhor se enquadrariam na definição de exus. No entanto, convém esclarecer que, para os espíritos sérios, o nome como são denominados não é o cerne da questão, ou seja, não se importam se são chamados de exus, na umbanda, ou de guardiões, no espiritismo. Representam a mesma classe de seres.

Nesse ponto da conversa, Jamar complementou: — Normalmente, o comando maior dos guardiões guarda registros muito precisos a respeito das pessoas encarnadas e de sua esfera  de atuação. Esses registros são fornecidos pelas comunidades astrais ou espirituais onde foi programada a experiência reencarnatória daquele ser. Quando ocorre o desencarne, entram em cena os guardiões, tão logo o indivíduo se veja localizado em determinada dimensão, o que se dá de acordo com sua vivência e em razão de sua capacidade de assimilar a verdade espiritual. Nesse momento, apresentam ao espírito a possibilidade de dar prosseguimento a tarefa semelhante àquela que desempenhava no corpo físico. Caso aceite a proposta, a pessoa é encaminhada a uma das diversas academias no astral, exatamente como aconteceu com vocês que me ouvem. Nessas academias, passam por um treinamento, um período de conscientização e, naturalmente, por etapas de especialização, segundo as afinidades pessoais e o grau de conhecimento e de responsabilidade de cada um. Além desses fatores, especulamos se o mal-entendido não está associado, também, à hegemonia cultural exercida pelo catolicismo em ambos os países, França e Brasil, já que anjo da guarda é uma expressão típica do fiel católico, assimilada, por conseguinte, pelo habitante das duas nações.

Fiquei impressionado com a organização dos guardiões, conforme se podia depreender das palavras de Jamar. Sua estrutura se afigurava algo muito maior, mais abrangente e eficaz do que a de certas corporações conhecidas na Terra, como CIA, FBI e outras equivalentes. O raio de atuação dos guardiões é algo admirável, pois conta com um fator importantíssimo: as informações cadastrais, astrais, reencarnatórias e reais acerca de cada indivíduo que adentra o mundo extrafísico. Esse banco de dados ajuda a tornar apropriada a recomendação a ser dada aos recém-desencarnados, tendo em vista o leque de ocupações do lado de cá.
Corroborando esse raciocínio, Pai João deu ênfase ao aspecto destacado por Jamar, dizendo: — Na verdade, meus filhos, desde os primordios da organização da vida comunitária em nosso globo, reconheceu-se a importância de um sistema de equilíbrio mundial. Num planeta no qual se reúnem espíritos comprometidos e complicados, com comportamentos tão diversos e, na maioria dos casos, com desenvolvimento moral profundamente questionável, nada mais adequado do que a implantação de um sistema assim. A necessidade de espíritos dedicados exclusivamente à manutenção da ordem, da disciplina e do equilíbrio começou já no momento em que a Terra recebia os primeiros contingentes de espíritos vindos de outros mundos, evento contemporâneo às civilizações da Lemúria e da Atlântida. A partir de então, essa classe de espíritos, os guardiões, tem se aprimorado e especializado cada vez mais nas questões confiadas a eles.

Interrompendo o pai-velho para novos esclarecimentos, um dos espíritos que estudavam para exercer a tarefa de guardião perguntou:  — Com um esquema  e uma estruturação tão completa e guardiões tão experientes, como podemos entender que na Terra ainda existam tamanhos desequilíbrios e em tão grande número, que Ameaçam a todo instante a segurança dos povos e das pessoas? Porventura  os guardiões não poderiam evitar os excessos cometidos pelos espíritos  do mal ou pelas organizações terroristas, pelos grupos de extermínio e gangues, que se digladiam no dia-a-dia dos encarnados?

Sua pergunta é muito oportuna, filho — respondeu Pai João. — Refere-se a um fator que não deve ser esquecido em hipótese alguma, no contexto da vida no planeta Terra. Falo do livre-arbítrio de cada ser humano, esteja ele no corpo físico ou não. E liberdade significa responsabilidade e a obrigação de arcar com as conseqüências de suas escolhas e de seus atos.
. "Embora as diversas especializações e a eficiência das falanges de guardiões, seu trabalho no mundo não consiste nem visa à eliminação das lutas do cotidiano. Ao contrário do que muitos observadores da realidade argumentam, esses espíritos, enquanto agentes de Deus que são, não estão aí para poupar o homem de enfrentar as questões que ele mesmo engendrou ao longo dos séculos. Absolutamente. A função dessas equipes não é privar os indivíduos ou os governos dos desafios para o estabelecimento da paz, tampouco manter afastadas as inúmeras questões complexas e de natureza distinta que afligem a humanidade. Os guardiões são elementos de equilíbrio — e não apenas de defesa. É fundamental salientar a diferença. Sob essa ótica, sua atuação limita-se à barreira do livre-arbítrio das pessoas e comunidades, a menos que, no exercício da liberdade individual, seja colocado em risco o grande plano divino de evolução para os povos do planeta. Nesse caso, os guardiões assumem o papel de instrumentos da lei de causa e efeito, impondo um limite àquilo que poderia gerar um desvio mais evidente e profundo no planejamento geral."
Tomando a palavra, Jamar acrescentou:

Veja, por exemplo, o que ocorre em certos acontecimentos de larga escala, com repercussões globais. No atentado às Torres Gêmeas e outros mais, que os EUA sofreram no mesmo dia de 2001, as entidades envolvidas procuraram inspirar os protagonistas do evento a concretizar algo que traria um prejuízo incomensurável a vários departamentos da vida no planeta. Inicialmente, a idéia era, antecipadamente e somando-se ao ataque às Torres Gêmeas, gerar uma onda de violência, que se estenderia a partir de atentados ao Vaticano e a mais dois outros pontos estratégicos, afetando assim as relações diplomáticas entre diversos países. Londres e Pequim eram os alvos traçados, além dos que já citamos.
Se tivessem alcançado sucesso, teríamos estado diante de uma ameaça iminente de nova catástrofe de proporções mundiais. Imaginem tão-somente a reação do mundo católico frente a um atentado dessa natureza ao centro do poder religioso, em Roma. Graças ao trabalho incansável dos guardiões, nos meses que antecederam o atentado, o estratagema dos terroristas pôde ser amenizado, de tal forma que os encarnados presenciassem apenas uma parcela minúscula daquilo que havia sido elaborado pelas entidades das sombras.
"Assim sucedeu. Todavia, ainda que tivessem evitado situações mais drásticas nos anos que se seguiram, os guardiões não poderiam simplesmente desprezar o livre-arbítrio do comandante supremo do governo americano e dos demais responsáveis diretos, com relação à ofensiva perpetrada contra os supostos culpados, em resposta aos atentados de setembro de 2001. Por esse motivo, as invasões e investidas no Afeganistão, no Iraque, entre outras, não poderiam ser totalmente aplacadas. O que não quer dizer que as equipes de guardiões não têm se dedicado com afinco, indo e vindo, como o fazem até hoje, para tentar diminuir os prejuízos provocados pelas guerras desencadeadas desde então. Mas sem eliminar ou rechaçar experiências que, em certa medida, devem ou precisam ser vividas, embora o clima de apreensão e terror que o desenrolar desses lances mundiais tem suscitado nas pessoas em toda a face da Terra."

Além disso, temos de contar com outro aspecto — arrematou Pai João, encerrando este tópico. — A esmagadora maioria da população da Terra gravita ainda entre as expressões de animalidade e o despertar da lucidez espiritual. Poucos, muito poucos, em termos proporcionais, estão conscientes de suas responsabilidades com relação a si mesmos e ao mundo onde vivem. Portanto, como pretender que o cotidiano não reflita a realidade do orbe, condizente com a índole turbulenta dos que nele habitam?
Após ligeira pausa, o pai-velho retomou o tema original, que deu margem à indagação mais recente dos estudantes:

— Mas, voltando aos diversos comandos de guardiões, há ainda aqueles responsáveis pela ordem e disciplina das comunidades, portanto num nível hierárquico superior aos exus propriamente ditos, os guardiões das ruas, assim tipicamente classificados. É a quinta categoria, que responde pela guarda de oradores e divulgadores legítimos do pensamento espiritual, bem como de líderes religiosos e políticos de destaque, que promovam benefício real em suas comunidades. É natural inferir que os guardiões desse grupo devem ser mais capacitados e especializados que os citados anteriormente, pois seu trabalho possui abrangência maior. Ele atinge e compreende não somente os protegidos em si, mas também aqueles que sofrerão as conseqüências diretas de sua ação e provarão dos frutos do trabalho desses representantes do Mundo Maior entre os encarnados.

As palavras de Jamar e Pai João incitaram novas reflexões. Ainda quando eu me ocupava dos pensamentos que emergiam de meu ser, tentando entender a complexidade da vida espiritual, outro espírito se adiantou, perguntando:

E quanto aos líderes mundiais, aos organismos internacionais ou àqueles que representam os interesses globais; terão eles também uma proteção especializada?

Não podemos esquecer que nada passa despercebido nos planos do Alto — esclareceu o especialista da noite. — Para enfrentar os desafios concernentes a essas organizações e pessoas, investiu-se na formação de outra equipe de guardiões, de hierarquia ainda mais alta. Em relação aos maiores do primeiro comando, esta é a quarta classe. São eles os responsáveis pelas instituições mundiais e pelos indivíduos que têm um papel importante na renovação da humanidade, através da difusão de idéias e ideais superiores, de uma forma mais pronunciada.
"De acordo com a perspectiva adotada previamente, podemos avaliar que os espíritos nomeados como mentores dessas instituições ou pessoas têm uma elevação proporcional ao grau de importância das idéias propagadas e dos benefícios decorrentes de sua ação, segundo parâmetros universais. Com os guardiões, o mesmo raciocínio procede. Conforme o valor que o Alto atribui aos indivíduos e às organizações que por eles se fazem representar, e a contribuição para o progresso mundial proporcionada por seu trabalho, tal a especialização dos guardiões que concorrem para seu equilíbrio."

Convém lembrar aos meus filhos que especialização não significa evolução espiritual ou iluminação interior...

Isso mesmo — concordou Jamar com a observação do pai-velho. — Quando falamos dos guardiões, estamos nos referindo a espíritos humanos, tanto quanto qualquer um de nós e, desse modo, com desafios pessoais similares aos que nós mesmos carregamos.

Foi a hora de Pai João de Aruanda continuar:

Além desses espíritos, que naturalmente merecem nosso respeito pelo trabalho que realizam, os comandos superiores dos guardiões se ocupam com questões cada vez mais amplas e determinantes para o contexto planetário. Assim é que o terceiro comando se destaca entre os demais. Esses espíritos estão presentes em grandes cataclismos, tais como explosões vulcânicas, terremotos e outros fenômenos naturais de igual monta, minorando e administrando seus efeitos. Junto dessa classe, está imenso contingente de almas responsáveis pela evolução e condução dos elementáis, seres de evolução pré-humana, mas intimamente ligados ao sistema ecológico do nosso mundo.
"Procuram também conter o aumento da densidade da camada ou egrégora espessa, que envolve a atmosfera psíquica do planeta, formada pela compactação e sustentada pelas formas-pensamento obscuras criadas pela humanidade. Nesse particular, a classe de guardiões a que nos referimos trabalha em sintonia fina com os representantes do governo supremo do mundo, do qual Jesus é o nome maior.
"Atuam de forma física ao interferir em energias poderosas nos diversos ambientes do planeta, graduando, transformando e redistribuindo as energias advindas do Sol e de inúmeros elementos etéricos da dimensão astral, assim como quando buscam despertar os humanos encarnados para a responsabilidade no tocante ao sistema vivo do planeta em que habitam. De outro lado, agem de maneira não física, pois se esmeraram na manipulação de fluidos mais intensos e menos conhecidos do mundo oculto. A partir de bases situadas em locáis estratégicos do plano astral — que correspondem, no mundo físico, à localização dos Andes, de certas regiões do Brasil, do Tibete e dos EUA —, além de bases submarinas e intraterrenas, entre outras, monitoram atentamente as mudanças climáticas e psíquicas do sistema físico-astral do planeta Terra."

Cada vez mais as palavras dos nossos orientadores Jamar e João Cobú despertavam nossa admiração.
Em mim, principalmente, causava  espanto como tal realidade ainda não havia sido abordada abertamente no movimento espírita, seja na tribuna ou nos livros. Tão grande importância tinha o trabalho dos guardiões, que deveria ser mais estudada a ação e conhecida a especialização dessas figuras cruciais, mas pouco familiares mesmo aos freqüentadores assíduos de atividades mediúnicas. Somente informações esparsas a respeito deles aparecem, e aquilo que se ouve nos círculos umbandistas, em geral, não faz jus à abrangência tamanha das tarefas realizadas por essa classe de espíritos, comprometida de modo decisivo com o equilíbrio da vida no planeta Terra. Antes que meus pensamentos pudessem me conduzir a outros raciocínios, Jamar retomou a palavra:

O nome utilizado por Kardec para se referir aos elementáis e, na verdade, espíritos da natureza. Contudo, como se pode verificar nas questões em que o tema é abordado, em O livro dos espíritos, o nome é genérico, pois abarca tanto os espíritos de transição, pré-humanos, como as almas superiores, que coordenam os fenômenos naturais. Por essa razão, corriqueiramente os autores espíritas tem adotado a nomenclatura esotérica, elementáis, quando desejam fazer alusão aos de evolução primária. Apesar de extenso, optamos por reproduzir o trecho, altamente esclarecedor em diversos aspectos:
"Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como nós? 'Que foram ou que o serão'. A) Pertencem esses Espíritos às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia espírita7. 'Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens'." (Op cit, item 538: Ação dos espíritos nos fenômenos da natureza — grifo nosso.)

Outro comando de guardiões, sempre ascendendo hierarquicamente, está  ligado aos dirigentes  espirituais do planeta. Sob seu encargo, ainda mais minucioso, encontra-se tudo o que diz respeito à preservação e à manutenção da ecologia planetária, não somente no aspecto físico, mas, sobretudo, no contexto energético, espiritual e cósmico. Ligados ao chamado segundo comando, esses espíritos estão por trás da formação de grupos de seres encarnados e desencarnados, em todo o orbe, que se preparam para a ajuda em momentos críticos. São comunidades que surgem, de modo incipiente, em campos, vales e serras, com alternativos e eficientes sistemas de vida.
Como incumbência específica, controlam a rede de meridianos da Terra, redimensionando as energias de certos locais com natural potencial vibratório, preparando-os para um crescente fluxo de pessoas em sua direção, no caso de uma eventual convulsão de caráter mundial. Um exemplo recente disso deu-se no Iraque, sede da antiga Babilônia e dos povos mesopotâmicos. Alguns lugares, inabitados devido à precipitação energética, que os tornava impróprios, tiveram de ser postos em condição de receber refugiados.
"A missão dos guardiões dessa categoria envolve também a aceleração do despertar da consciência, em comunhão com a organização planetária. Notem que esse comando tem uma importância vital nos momentos de transição planetária ou naqueles que antecedem os grandes expurgos das populações de encarnados e desencarnados do planeta. Vibram e trabalham sob a orientação direta de entidades veneráveis.
"E, em sintonia com essa classe, existe aquele que denominamos de primeiro comando de vibrações, isto é, os responsáveis por administrar os processos de trans-migração dos espíritos entre os diversos mundos. O trabalho desses guardiões pode ser resumido em três itens: apoio e supervisão de desencarnes em massa, quando grande contingente de indivíduos aporta na fronteira astral; gestão do processo evolutivo da humanidade terrena, em nível cósmico, em ambos os lados da vida; e atuação direta nos períodos de transição entre eras espirituais, que já ocorreram na Terra e que novamente se avizinham."

Dirigindo-se novamente ao grupo de estudantes, Pai João encerrava aqueles momentos, nos quais bebemos novos ensinamentos e informações pertinentes ao trabalho que realizávamos:

Entre esses espíritos, encontraremos os chamados especialistas da noite ou guardiões da noite, chamados assim devido à sua especialidade: as questões que envolvem as obsessões complexas desencadeadas pelos magos negros. Essa subdivisão, da qual Jamar é um dos representantes e dirigentes, realiza um trabalho até então desconhecido por muitos espíritas e espiritualistas. Enfrentam situações de alta complexidade, no que se refere às bases dos senhores da escuridão e de seu séquito sombrio.
Além disso, coletam informações acerca do sistema de poder dos chefes e subchefes das falanges dos dragões. Os especialistas possuem um dos maiores bancos de dados a respeito desses espíritos e de seu habitat, que tornam disponíveis a quem quer deles necessite, tanto no plano físico quanto no extrafísico, ao enfrentar problemas decorrentes das obsessões de tal natureza.

Retirado do Livro "Legião"

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Guardiões da Noite


Após sermos apresentados a Jamar, identificado como o dirigente daquela equipe, entabulamos com ele intensa conversação. Quando Raul e eu pedimos para descrever suas atividades, ele não se fez de rogado:
— Somos uma equipe especializada no trato com os magos negros e a milícia negra que mantêm.
Os magos, desde as épocas mais remotas, organizaram-se em facções muito fechadas, sendo que cada agrupamento é governado por um único mago negro. Evitam enquanto podem a reencarnação, mas quando a ação telúrica ameaça a estabilidade dos centros de força de seu perispírito, não há como impedir o renascimento.
— Que tipo de reação se pode observar no corpo espiritual, ante a força telúrica e magnética, à qual você se refere?
— Essa força, que é própria do planeta Terra, exerce ação constante sobre os corpos espirituais na erraticidade, atraindo-os em direção à Crosta, de modo análogo à gravidade, porém induzindo-os ao útero materno. No caso dos magos negros, eles se opõem à natureza com relativo êxito, pois são dotados de intenso magnetismo e rigorosa disciplina mental, que adquiriram durante os milênios a partir do período de iniciação a que se submeteram, invariavelmente. Como disse, protelam a reencarnação o máximo que podem. Alguns não reencarnam há milênios.
— Mas isso é possível? — inquiriu Raul. — Isto é, poderão evitar por tanto tempo assim a reencarnação?
— É perfeitamente possível, mas não por tempo indeterminado — respondeu o guardião da noite.
— A atração telúrica, a que me referi, faz com que as partículas astrais componentes do perispírito percam o poder de coesão, o que provoca a degeneração progressiva da forma humana, originalmente mantida pelo corpo astral. Pagam alto preço por sua obstinação, como se vê. O tempo que resistem é proporcional à capacidade mental de cada um.
— Quer dizer que, com o transcorrer dos milênios, os magos vão perdendo a forma humana... -
— Isso mesmo — tornou o especialista. — Há um momento, portanto, em que os magos têm de reencarnar, senão podem se transformar em ovoides, perdendo de vez a aparência perispiritual e retrocedendo a uma forma mental inferior.
A conversa prendia minha atenção, por ser tão interessante, quando Pai João resolveu dar sua contribuição ao diálogo:
— Com isso, meus filhos — falou o preto-velho —, chegamos a um tema interessante para o estudioso.
A constelação de poder formada há milênios pelos magos negros foi obrigada a programar uma espécie de sucessão entre os diversos dirigentes das falanges que representam. Como enfrentar a reencarnação e, ao mesmo tempo, conservar-se no poder, exercendo o domínio entre os integrantes dos grupos de magos? Essa é uma questão que os tiranos tiveram de solucionar.
— A reencarnação significa — completou o guardião da noite — o esquecimento do período entre vidas. Ou seja, o espírito, ao renascer, perde temporariamente a memória dos acontecimentos ocorridos até então. Além do mais, como reencarnação significa progresso, uma vez no corpo físico, os magos estão sujeitos à modificação profunda de suas idéias, no contato com uma visão diferente do mundo e da verdade.

pelo espírito Ângelo Inácio, do livro "Legião"  

sábado, 19 de maio de 2012

Legiões


"Tais espíritos, semelhantes a zumbis, constituem apenas um dos grupos entre os muitos que ignoram quem são ou qual é sua situação na erraticidade. Esse contingente de espíritos ignorantes compõe a maior parte da população terrena. Segundo as estatísticas atuais a que temos acesso, são aproximadamente 40 bilhões de seres que, em suas existências, transitam entre as dimensões, ora no plano físico, ora no extrafísico. Com características diferentes entre si, em sua grande maioria são como esses sonámbulos. Compondo esse grupo, há desencarnados que caminham por todo lado à procura de vitalidade, em geral encontrada junto aos encarnados. Em seguida, acoplam-se a suas auras e absorvem inconscientemente o tônus vital de milhares de seres humanos. Como fantasmas, perambulam pela Terra, uma vez que durante suas existências físicas não entraram em contato ou não se relacionaram intimamente com a realidade do espírito. Portanto, permanecem ignorantes de sua vida de espírito. Suas mentes vagam entre o pesadelo de sua conduta na última existência e a falta de referência para uma vida mais espiritualizada. Como disse, essa situação de absoluta inépcia é o quadro típico que verificamos na grande massa de desencarnados do planeta Terra."

Pelo espírito João Cobú, do livro “Legíão” de Robson Pinheiro.

Então Jesus lhe perguntou: Qual é o teu nome?
Respondeu ele: Legião é meu
nome, pois somos muitos.
Marcos 5:9

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MICRO-ORGANIZADORES FLORAIS


Diatetes ou Organizadores, são equipamentos auxiliares de cura, criados no mundo superior, e empregados com ajuda de médiuns; podem obter seus efeitos tanto no corpo espiritual como no corpo físico; são agentes curadores que se localizam no bulbo do corpo espiritual colocados num somatório de energia física do médium e da energia espiritual, que, condensadas, fixamos aparelhos no ser que deles precisa. Sua atuação se dá através de injeção energética, aos moldes da homeopatia, no corpo necessitado, que irá absorver, aos poucos, a energia; por isso a demora que em alguns casos pode chegar a vários anos em atividade. Pode ocorrer uma sintonia tão perfeita entre o corpo carente e o organizador que a energia é sugada em pouco tempo fazendo com que o aparelho não seja mais necessário, caindo automaticamente do local aplicado, às vezes em poucas horas. A diferença de tempo na cura está ligada ao proceder do necessitado, isto é, de acordo com sua fé e sua maior ou menor elevação espiritual, somada ao  desejo íntimo em se tomar um homem de bem e praticante da caridade.
Segundo os Amigos Espirituais, os organizadores são construídos com base em moderno microprocessador, sempre na forma hexagonal, carregando consigo a mensagem curativa que será dinamizada pela essência floral. Unem-se, portanto, a cibernética e a tão difundida Terapia Floral, e ainda a Apometria, cujas técnicas facilitam a implantação dos MOF. Os fumantes e alcoólatras, a partir da instalação dos micro - organizadores, diminuem consideravelmente o uso do vício, até sua total eliminação. É muito ativo, quando aliado à Despolarização da Memória.
ASSOCIAÇÃO E NÚCLEO ESPÍRITA RAMATÍS

O Mundo que nos cerca


Em sua obra Energia e Espírito, o Dr. Lacerda nos ensina a lição abaixo: “Vivemos em uma região do planeta, chamada “biosfera”, a zona da manifestação da vida sobre a crosta planetária; portanto, na superfície terráquea banhada pelo sol”. Essa biosfera (a palavra vem do grego e significa – “portadora da vida”) caracteriza a área em que os homens e os animais habitam.

Junto a esta, porém, há outra imensa região – maior que a biosfera, e em dimensão diferente – que chamamos de “psicosfera”, que é a zona habitada pelos seres desercarnados, os espíritos.
A região material habitada pelos humanos na superfície da Terra, a biosfera, e a psicosfera não se misturam. Embora contíguas, não há continuidade entre elas, isto é, estão sempre separadas entre si.
Como são de dimensões diferentes, podem se interpretar, porém conservam suas próprias características de identidade.

Como localização espacial, a psicosfera é mais ampla do que a biosfera, pois enquanto esta ocupa unicamente a crosta superficial do planeta banhada pelo sol, a psicosfera estende-se para as zonas inferiores, dentro da terra, talvez por alguns quilômetros. Caracterizam esses espíritos inferiores e os sofredores em geral, necessitados de expurgarem as energias deletérias, que acumularam sobre si próprios em razão de vivências no mal, quando, no passado, prejudicaram seus semelhantes. Outros espíritos, pelo abuso de atos de desvario contrários á harmonia cósmica, endividaram-se enormemente, devendo purgar as cargas negativas.
Por outro lado, os limites superiores da psicosfera avançam por muitos quilômetros verticalmente sobre a superfície da crosta, onde vivem os espíritos eleitos, suficientemente desmaterializados para poderem viver nestas regiões de paz e felicidade”.

Essas zonas são denominadas como:

Zona Superior: Céus ou Astral Superior
Zona Intermediária: Purgatório ou Umbral
Zonas mais profundas: Trevas ou Inferno

Dr. Lacerda ensinou ainda que “junto conosco, vivendo em ambiente nosso, embora separados pelos parâmetros dimensionais, encontram-se em grande número entidades espirituais de baixo nível evolutivo preocupadas com os comezinhos problemas humanos: negócios, paixões, ódios, amores mal correspondidos, preocupações com familiares, dores, angústias, e todo o cortejo de sofrimentos morais e físicos, tal qual os homens mortais. A maioria vive ainda na erraticidade, isto é, sem finalidade útil, perambulando ao léu; outros nem se deram conta de que estão desencarnados.”

“A ação do pensamento perturbado desses milhares de espíritos dá como resultante uma nota tônica definida, um padrão vibratório característico, que nada mais é do que o somatório de todas essas emissões de freqüências desencontradas, sintônicas ou antagônicas, fruto dos pensamentos e interesses dos encarnados e dos desencarnados. Por estarem matizados pelas emoções de cada um deles, têm força viva, pois é o sentimento que dá matriz emocional aos nossos atos, tornando-os mais ou menos ativos e perigosos para os homens.”

Nessa situação somos grandemente influenciados (e até prejudicados) por esses diversos campos magnéticos, tudo de acordo com o nosso próprio padrão vibratório e nosso grau de sintonia com esses campos adversos.
“Por esta razão, devemos tomar a precaução de elevar o mais possível nosso próprio padrão vibratório, a fim de nos isolarmos do ambiente que nos cerca mormente nos momentos dedicados ao intercâmbio salutar com os espíritos, como acontece nas sessões espíritas. Para alcançarmos esse nível espiritual, a primeira técnica geral recomendada é a prece. Através dela, vamos implorar o auxílio espiritual pela assistência dos irmãos maiores que nos vigiam mais de perto e nos protegem.”
Fonte: SBA/SOCIEDADE BRASILEIRA DE APOMETRIA

domingo, 22 de abril de 2012

Larvas Astrais e Vibriões Psíquicos



 Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vibrião é a designação comum às bactérias móveis em forma de bastonetes. E larva vem do latim larvae que significa máscara, boneco, espantalho, demônio, espectro que se apodera das pessoas. Entre os antigos romanos, a palavra larva designava o espectro ou fantasma de pessoa que teve morte violenta ou de criminoso, que se supunha vagar entre os vivos para atormentá-los. 
Já em zoologia, passou a designar o estágio imaturo, pós-embrionário, de um animal, quando este difere sensivelmente do adulto, como os insetos, por exemplo, porque, neste estágio, o animal estaria "mascarado", disfarçado. Como vemos, portanto, são também chamadas vibriões astrais, as larvas mentais, larvas espirituais, larvas fluídicas, larvas energéticas, vermes astrais, vibriões mentais, bacilos psíquicos, larvas psíquicas, etc. 
Como vemos, portanto, larvas astrais ou vibriões psíquicos são formas-pensamento semelhantes a micróbios físicos, criados pela viciação mental e/ou emocional da consciência, em atitudes, pensamentos e sentimentos desequilibrados. Vejamos algumas descrições de André Luiz no capítulo 3 do livro Missionários da Luz, ao examinar mais de perto alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:

"Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibraram ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas mucosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. ... Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?"

Ao que o instrutor Alexandre responde: 

"- Não, André. Não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não os conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes larvas, simplesmente. Têm sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com freqüência, à maneira de imperceptíveis vampiros." 

Observando outro candidato habituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descrição: "Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes postavam-se, vorazes, ao longo da veia porta, lutando desesperadamente com os elementos sangüíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada."
Ainda no mesmo capítulo ele examina também uma mulher com distúrbios alimentares e diz: "Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasitos conhecidos mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos com assombroso potencial de destruição."

Para entender como surgem as larvas astrais vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre a André Luiz, no capítulo 4 do livro Missionários da Luz: "Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. ... Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André, meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis.

A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente."

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua: "Primeiramente a semeadura, depois a colheita; ... Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e conseqüências de infinitas expressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lança em circulação nas coerentes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. 

E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. ... Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa."
Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microorganismos astrais.
As conseqüências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos, graves ou não, até perturbações espirituais que, se não combatidas a tempo, podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas. Larvas astrais são bastante "aderentes" e se multiplicam com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e re-harmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer. Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do "paciente" é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e porque mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.
Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequilibrados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio. Como já dito muitas vezes, sintonia é a "alma" do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só viveremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.

Ovóides

Parasitas ovóides são, como diz o Dr. Ricardo Di Bernardi, "espíritos humanos que, pela manutenção de uma idéia fixa e doentia (monoideísmo), acabam estabelecendo uma vibração de baixa freqüência e comprimento de onda longo que, com o passar do tempo, produz uma deformação progressiva no seu CORPO ESPIRITUAL." 
Ovóides são, portanto, espíritos em estado de perturbação tão profundo que perderam a consciência de sua natureza humana, perdendo também a forma humana de seu PERISPÍRITO. 
Portanto, não perdem o perispírito, não se manifestam apenas em corpo mental, mas estão com o perispírito ou corpo espiritual ou psicossoma tão deformado que este não tem mais a forma humana, apenas uma forma ovalada.

Di Bernardi diz ainda que "trata-se de um monoideísmo auto-hipnotizante. Ele vibra de forma contínua e constante, de maneira desequilibrada, gerando uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma freqüência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e tornando-o ovóide."
Assim, a insistência do espírito em, por auto-hipnose, reviver pensamentos e sentimentos negativos, geralmente de apego, remorso e vingança, faz com que perca a noção de tempo e espaço, fazendo com que se deforme, aos poucos, atrofiando, por falta de função, os órgãos do psicossoma, assumindo a forma do círculo vicioso em que vive mentalmente.
Quando uma pessoa entra em estado vegetativo com o seu corpo físico, não tem mais a capacidade de se manifestar com ele, mas não o perde, o corpo continua vivo, embora inerte. No caso do ovóide e do psicossoma é a mesma coisa. Por isso, não podemos falar em segunda morte, como querem alguns, assim como o estado vegetativo do corpo físico ainda não é a primeira morte, embora possa estar em vias de ser. Ou seja, o perispírito entra numa espécie de estado vegetativo, mas não se desintegra ou desaparece. O ovóide não o perde. É justamente o perispírito, aliás, que fica ovalado.

Ainda segundo Di Bernardi, este processo de "ovoidização" ocorre porque o "psicossoma também é composto de moléculas, tal como o corpo físico. Por analogia, imaginemos as moléculas do corpo astral como as moléculas dos gases: elas são maleáveis e se modificam ao sabor da pressão, da temperatura e até do recipiente que as contém. As moléculas do perispírito são moldáveis pelo pensamento e pelo sentimento; tomam formas de acordo com a vibração do espírito. Assim, se tornam brilhantes, opacas, densas ou leves."

Quando esses ovóides se ligam a uma consciência, encarnada ou desencarnada, em especial, fica caracterizado, então, o processo obsessivo por parasita ovóide. Neste caso, a massa fluídica em que se transformou o perispírito do desencarnado, envolve sutilmente o seu alvo e, depois, liga-se ou cola-se ao seu corpo, físico ou astral, distorcendo-lhe idéias, pensamentos, opiniões e atitudes. O ovóide só é incapaz de manipular energias, locomover-se e interagir CONSCIENTEMENTE, de livre e espontânea vontade, mas pode fazê-lo no automático, pelo instinto, atraído pela sintonia. E para isso, precisa do psicossoma, ainda que em estado precário, assim como mantemos funções básicas automáticas como respirar, urinar e defecar, mesmo em estado vegetativo do corpo físico. 

O ovóide pode chegar à aura de alguém somente pela atração que essa pessoa exerce sobre ele. Nada mais é necessário como ponte. Basta a sintonia entre os dois. Como ímãs. Além da influência psicológica, os parasitas ovóides agem também drenando energias do obsidiado, podendo levá-lo até ao desencarne, caso seja encarnado.
É importante notar, no entanto, que como em qualquer processo obsessivo a ligação do parasita ovóide com a sua "vítima" nunca acontece sem a anuência ou permissão da própria vítima, ainda que inconsciente, pelo hábito de cultivar pensamentos de remorso, ódio, egoísmo, desejo de vingança, apego excessivo a coisas e pessoas, etc.

Os ovóides também podem ser hipnotizados por outras consciências e não só auto-hipnotizados, infelizmente. Existem espíritos que têm profundos conhecimentos de hipnose e usam esse conhecimento para manipular a mente de outros desencarnados, transformando-os em ovóides e alojando-os na aura ou no perispírito de encarnados que querem prejudicar. Isso, infelizmente, é mais comum do que se pensa.
As citações do Dr. Di Bernardi podem ser encontradas no site A Jornada e mais sobre ovóides pode ser lido nos seguintes livros de André Luiz: Nosso Lar, capítulo 31; Evolução em Dois Mundos, Parte I, capítulo 14.

Quanto aos ovóides que alguns chamam de benéficos, creio que não poderíamos chamá-los "ovóides", pois não são espíritos que estejam sofrendo de monoideísmo mas, aí sim, provavelmente, espíritos num grau tal de evolução e luz que se manifestam sem o perispírito, exclusivamente com seu corpo mental, o qual não tem forma humana e se apresenta para nós, que estamos limitados pela percepção tridimensional, como bolas de luz, dando a impressão de que seriam ovóides luminosos.
Nesse caso, eles não estão confinados a um círculo vicioso por terem se auto-hipnotizado numa única idéia. É justamente o contrário. Eles expandiram tanto os seus horizontes espirituais que prescindem da forma humana e do perispírito para se manifestarem e se apresentam apenas em seu corpo mental.
Por: Maísa Intelisano